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terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUERO FALAR DE UMA COISA....



....QUERO FALAR DE ALGO IMPORTANTE.

DIA 18 DE SETEMBRO UM GRANDE HOMEM ESTARIA COMPLETANDO 57 ANOS SE NÃO TIVESSE NOS DEIXADO NOS DIA 13 DE NOVEMBRO DE 2010.

SÉRGIO DEPPE DE SOUZA, MEU FALECIDO MARIDO, PAI  DE MINHAS FILHAS, MEU COMPANHEIRO POR 35 ANOS, VEIO AO RIO DE JANEIRO E SE APAIXONOU PELA CIDADE MARAVILHOSA.  FOTOGRAFOU-A.  CANTOU. PASSEOU E CURTIU MUITO.
FEZ PLANOS DE VIR MORAR AQUI.
NESSA CIDADE ONDE O SOL SE ESCONDE ENTRE OS DOIS IRMÃOS, ONDE CADA PASSO É UM PASSEIO NO CALÇADÃO DE COPACABANA , PRETENDÍAMOS CURTIR NOSSA VELHICE COM QUALIDADE DE VIDA.

ELE SE FOI. DEUS O LEVOU PARA JUNTO DE SI.
EU VIM RESIDIR NA CIDADE MARAVILHOSA. JUNTO COM MINHAS FILHAS.

NÃO PODERIA DEIXAR DE PRESTAR ESSA HOMENAGEM A UMA PESSOA QUE FOI TÃO ESPECIAL EM MINHA VIDA.

DEIXO AQUI A ÚLTIMA POESIA POR ELE COMPOSTA.  PARA A  COPACABANA QUE ELE SONHAVA EM VIVER.

QUE DEUS O TENHA EM SUA PAZ, QUERIDO!
SAUDADES!

O tempo pára,


A névoa repousa,

Meus sonhos adormecem

E me entrego ao mar !

E a lua feito prata,

Arnada, quer dançar

Ao som das ondas,

Lá vem ela...

Bate a onda nos rochedos,

De encontro aos sonhos

Pra me acordar !

Há vida em cada olhar,

Em cada amanhecer !

Copacabana...

Dia azul, coração pulsando forte.

Brisa leve, areia quente,

Me sinto corpo ardente.

E lá no alto...

De braços abertos,

O Mestre e a luz da manhã...

Num brinde à vida me diz

Morar aqui é uma forma de amar !


Sérgio Deppe de Souza (  18/09/1954 - 13/11/2010)





 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

NO INVERNO, TAMBÉM NASCEM FLORES


AS FLORES DO INVERNO

Sucedem-se os frios e cinzentos invernos.
Em nossas vidas os ciclos se completam.
As alegrias alternam-se com as tristezas.
E aprendemos com essas experiências.
Porém, o sol, esse brilha sempre...
Mesmo  enconberto por nuvens,
em nossos corações ,
o sol da esperança brilhará sempre...
E os invernos chegam e vão.
Assim, as pessoas e as flores...
Flores, pessoas...
Quem disse que no inverno não nascem flores?
Elas chegam também nessa estação.
E belas.
E nos encantam com sua  simplicidade envolta de extrema beleza.
Nos envolvem com carinho pela singeleza de sua aparência angelical.
São guerreiras, fortes, porque nasceram na estação mais fria.
Não anseio mais pela primavera.
Agora sei que no inverno também nascem flores.


Homenagem a Valentina, minha sobrinha querida , nascida em 30 de junho, em Porto Alegre. 
Parabéns Vanessa e Agenor, minha irmã e cunhado. Parabéns , Lorenzo, irmãozinho lindo de Valentina. 
Parabéns a família Vives. Parabéns , Rio Grande do Sul por mais uma gauchinha linda. Parabéns , Brasil, por mais uma filha desse solo gentil . Parabéns , mundo, pela chegada de mais uma guerreira do futuro. 

Beijos da tia Stella.  

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"O POETA ESCREVE AQUILO QUE AS PESSOAS QUERIAM DIZER"

Poetas, há 104 anos , em 31 de julho, uma estrela iluminava os céus do Alegrete, Pampas gaúchos, anunciando o nascimento de um menino que viria a tornar-se um grande sábio, um homem de bem, 
alegre, cordialm amigo das letras e dos homens...E que saberia entender tão bem o coração humano,
que o traduziria em versos.
Mário Quintana, saiu do Alegrete e veio para um porto bem alegre, onde passou sua vida a caminhar pelas ruas e calçadas , captando as emoções de um povo, de uma cidade,  da humanidade.
Por mais que escreva sobre esse menino , catavento, passarinho...nunca  o  descreverei tão bem quanto suas próprias palavras.
De onde estiveres , poeta amigo, gaúcho, olhai por nós, que tentamos através de versos, expor nossos sentimentos e entender os corações ...


A amizade é um amor que nunca morre.

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente.

[O Trágico Dilema]

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.

Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem
Sonhar é acordar-se para dentro.

Melancolia :
Maneira romântica de ficar triste.



Fere de leve a frase... E esquece... Nada
Convém que se repita...
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.
 
Mario Quintana
AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

OS POEMAS


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mario Quintana - Esconderijos do Tempo




O MAPA


Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...


REPOUSAS EM NOSSOS CORAÇÕES, POETA!

HOMENAGEM A QUINTANA




Nessa cidade risonha

de calçadas tortas,

de árvores de flores roxas,

onde há casas e muitas portas,

viveu uma pessoa maravilhosa,

humilde, sábio em misturar letras.

Não era nenhum profeta,

na sua peraltice, nasceu poeta.

E por essa cidade andava

o poeta a brincar,

escolhendo como poesia,

cada janela, cada olhar...



Assim, um dia, famoso ficou

e todos leram o que escreveu o velhinho.

Deixou seus versos nas calçadas,

nas portas, nas janelas da cidade,

nos corações das pessoas que amou.



Ele escreveu para todos

e todos leram suas criancices

porque este poeta era uma criança,

meu coração não se engana.

Este velhinho sábio , mágico com as palavras,

era o poeta MÁRIO QUINTANA.



STELLA VIVES

28\08\2007